Pedaços de Alcongosta

Instantâneos da Terra da Cereja

O "Che Guevara", comentador regular deste blogue, fez hoje um comentário que decidi transformar em post, pela sua pertinência. E porque é uma constatação. E mais nos podemos questionar quando vamos ao lado de lá e percebemos que o Caminho Romano, do lado de Alpedrinha, está em muito melhor estado.


"Estes topónimos estão associados a lugares de passagem difícil mas incontornável". Os entendidos também dizem que está associado a passagem estreita.
Pode-se afirmar então que a nossa terra bem como o topónimo Alcongosta está directamente ligado e relacionado com a via romana que passa na nossa terra, é incontornável, daqui a grande importancia da mesma, faz parte da identidade da nossa terra e da nossa identidade.
Tenho pena que ninguém veja assim as coisas e que continuem a ignorar por completo esta mais valia que tem a nossa terra, desde o cidadão comum passando pela junta de freguesia, pela câmara municipal e a outra palete de entidades com responsabilidade nesta materia.
o que é certo é que o caminho romano está ao abandono e cada vez mais degradado e um dia destes quando perceberem isso ja não ha nada a fazer.
é lamentavel o estado a que chegou, não tem qualquer tipo de manutenção e como se não bastasse é transitado por tratores, por moto 4 e pelos todo o terreno que fazem rally na serra, não acham que aquele caminho devia ser interdito a qualquer tipo de veiculos que não fossem de tracção animal? excluindo os veiculos prioritários.
como se não bastasse uns otários da nossa camara municipal, acho que ligados
á protecção civil efectuaram em pleno caminho romano trabalhos com uma buldozer, tenho a certeza que alguem da junta ja viu pois ja foi a algum tempo, será que chamaram alguem à atenção? espero que vão ao sitio analisar a situação e façam alguma coisa".

2 comentários:

Anónimo disse...

Sou de opinião que a calçada romana não deve ser mexida, no entanto seria importante não a deixar perder a sua estrututa lateralmente.
A nível da limpeza da vegetação deveria proceder a cortes regulares, sobretudo das mimosas na zona de Alpedrinha.

HM

joão nuno rodrigues disse...

Sem duvida que o caminho romano está de dia para dia a degradar-se.
para além da interdição a veiculos deveria-se pensar numa candidatura de conservação. E porque não pedir uma classificação ao IGESPAR, talvez assim salvaguardaria aquele patrimonio da insensibilidade cultural de certos cromos, como aqueles que mandaram construir a cerca da reserva dos corsos em cima de uma parte da via romana que por sinal até estava mais composta, não percebo esta salvaguarda dos bens culturais, noutro país como Espanha já se teria aproveitado para uma rota turistica. Mas por terras Lusas o lema é esperar. No ano passado na limpeza dos caminhos florestais o senhor da maquina deve ter axado que aquelas pedras estavam fora do sítio e decidiu cometer mais um atentado. é tempo de parar com estas insensibilidades até porque á pessoas competentes que precisam que as mandem levantar das cadeiras de escritório para acompanhar este tipo de trabalhos.

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